Paris é sempre uma festa!
Descobri passeios a pé, gratuitos e com guias locais (eles aceitam gorjeta, aliás vivem disso, mas deixam a gente bem à vontade sobre o valor e sai bem mais em conta do que um city tour). Os encontros são marcados em determinados pontos todos os dias, faça sol ou chuva. Fiz com eles dois itinerários:
1) Notre-Dame - com detalhes sobre a história e arquitetura do prédio, referências religiosas e significado das imagens nos pórticos. É mencionada a importância de Victor Hugo para a recuperação da catedral (que passou por um período de completo abandono) ao escrever a história de Quasímodo e Esmeralda no romance Nossa Senhora de Paris (entre nós conhecido como O Corcunda de Notre-Dame). Fizemos um breve circuito guiado pelo entorno e chegamos até a casa onde supostamente viveram Abelardo e Heloísa.
De colete rosa, a guia Ágathe
2) Quartier Latin – o grupo é conduzido por entre as ruas do bairro, com paradas explicativas nos marcos importantes, como as famosas faculdades. Tem pausas para fotos e dicas com um toque de “informação confidencial”, pois, como moradores, obviamente eles conhecem bem a cidade. Numa esquina, perto de onde teria morado Edmond Rostand, é improvisada - com a participação dos integrantes do grupo - uma encenação rápida do Cyrano du Bergerac. Bom para descontrair e dar algumas risadas.
Parodiando Hemingway, eu acho que a cidade exala, sim, um ar de festa
como se os dias fossem sempre domingo. E oferece uma variedade incrível de
atrações, entre outras: monumentos (Tour Eiffel,
Arco do Triunfo, La Défense ), igrejas (Notre-Dame, Sacré-Coeur, Sainte-Chapelle), museus (Louvre, d’Orsay, Rodin), palácios, praças, parques e
jardins. À noite, os visitantes podem se deixar seduzir pelos chamarizes da
ópera, do teatro, dos shows e dos
famosos cabarés.
É possível conhecer seus atrativos em caminhadas
e prolongadas pausas à mesa de um café, ou num bistrô, sentando-se de
preferência do lado de fora, nas cadeiras voltadas para a rua. Assim, se
pratica o esporte típico local: fazer nada, aspirar o ar, olhar quem passa,
jogar conversa fora, ler um jornal. Ser visto nesses locais também conta. Melhor
tirar uma foto. Se estiver muito calor, dá para espichar-se sob o sol às margens do
Sena como fazem os parisienses.
Parc
Montsouris e Jardin du Luxembourg são lugares perfeitos para espairecer. Tem
ainda a Praça Vendôme (endereço de
bancos e joalherias para a camada exclusiva que tem muito dinheiro) e a praça
dos artistas em Montmartre. Para
flanar, há os bulevares St. Michel e St.Germain com seus restaurantes e cafés.
Há locais com charme próprio como o Le
Procope, intitulado o café mais antigo do mundo, ou o Deux Magots, que ganhou fama, desde a década de 1950, por seus
freqüentadores artistas e intelectuais.
No item museus, o Louvre vem reunindo seus tesouros há mais de 400 anos: arte grega, romana,
esculturas (Vênus de Milo, Vitória da Samotrácia), pinturas (Leonardo da Vinci
e sua Mona Lisa) e múmias, entre
outros. No Museu d`Orsay, pode-se
apreciar a coleção de obras dos Impressionistas, mais objetos de Art Noveau. É de não perder a oportunidade
de conferir, no Museu Nacional da Idade
Média, peças de arte medieval, como a série de tapeçarias do século XV,
além de seus jardins inspirados na época.
![]() |
Museu do Louvre - Vitória da Samotrácia |
![]() |
Museu D'Orsay - Bailarina, de Degas |
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Quando o assunto é gastronomia, e se está
num país que é referência em culinária, há muito para experimentar. Num passeio
pela rua Saint Louis, na ilha de
mesmo nome, vale uma janta no Nos
Ancêtres Les Gaulois, endereço certo para grandes apetites. Como entrada,
sortimento de saladas e um bufê de charcuterie
estão à disposição do cliente, que pode servir-se à vontade, inclusive do vinho
da casa (em um barril). Depois, carnes grelhadas, tábua de queijo, frutas e
sobremesa.
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Aprouve aos deuses que, durante a viagem
que me proporcionei pelos meus 60 anos, eu pudesse incluir duas estadas na
capital francesa por obra e graça de um casal de amigos: uma no início e outra
no final do meu roteiro. Foram 22 dias de imersão, quase uma overdose de Paris. Vera e Pedro, obrigada pelo privilégio da amizade e pelo gesto magnânimo! A vocês, toda a minha gratidão será sempre pouca.
Foto by: Pedro Gouvea
Verinha, amiga de todas as horas
Foto tirada da varanda do apê do casal,
na Rue du Champ de L'Alouette
Confortavelmente instalada no recanto dos meus amigos e na
ausência deles, dediquei-me a palmilhar ruas e quarteirões até quase a
exaustão, admirando cada detalhe, olhando ao redor com olhos de criança que vê
tudo pela primeira vez. Retornava à tardinha, exausta e feliz, passava na boulangerie e comprava uma baguete.
Fiz o tão sonhado passeio pelo Sena ao meu modo. Sentei num dos lados do barco, nem precisei descer em
nenhum dos pontos sugeridos, pois tinha todo o tempo do mundo. Paris era só
minha. Retornei ao ponto de partida, troquei de lado e admirei tudo de novo sob diferente ângulo de observação.
Simplesmente deixar-se andar pelas ruas da cidade oferece uma rica experiência cultural. A par da arquitetura e dos prédios com suas referências históricas, encontra-se em vários pontos sinalização característica explicando “aqui morou” tal e tal artista, ou cientista, “este bairro formou-se a partir desta rua”, etc...
Simplesmente deixar-se andar pelas ruas da cidade oferece uma rica experiência cultural. A par da arquitetura e dos prédios com suas referências históricas, encontra-se em vários pontos sinalização característica explicando “aqui morou” tal e tal artista, ou cientista, “este bairro formou-se a partir desta rua”, etc...
Descobri passeios a pé, gratuitos e com guias locais (eles aceitam gorjeta, aliás vivem disso, mas deixam a gente bem à vontade sobre o valor e sai bem mais em conta do que um city tour). Os encontros são marcados em determinados pontos todos os dias, faça sol ou chuva. Fiz com eles dois itinerários:
1) Notre-Dame - com detalhes sobre a história e arquitetura do prédio, referências religiosas e significado das imagens nos pórticos. É mencionada a importância de Victor Hugo para a recuperação da catedral (que passou por um período de completo abandono) ao escrever a história de Quasímodo e Esmeralda no romance Nossa Senhora de Paris (entre nós conhecido como O Corcunda de Notre-Dame). Fizemos um breve circuito guiado pelo entorno e chegamos até a casa onde supostamente viveram Abelardo e Heloísa.
De colete rosa, a guia Ágathe
2) Quartier Latin – o grupo é conduzido por entre as ruas do bairro, com paradas explicativas nos marcos importantes, como as famosas faculdades. Tem pausas para fotos e dicas com um toque de “informação confidencial”, pois, como moradores, obviamente eles conhecem bem a cidade. Numa esquina, perto de onde teria morado Edmond Rostand, é improvisada - com a participação dos integrantes do grupo - uma encenação rápida do Cyrano du Bergerac. Bom para descontrair e dar algumas risadas.
De colete rosa, a guia Virginie
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O Marco Zero fica bem em frente à catedral, cenário de O Corcunda de Notre Dame. Quando estávamos por ali, há alguns anos, vimos um policial, a cavalo, perseguir e prender uma cigana arrastando-a, numa situação um tanto constrangedora para o público aglomerado em volta. Supostamente ela teria roubado algo. Achamos esquisito mas, só bem mais tarde ocorreu que talvez tudo fosse uma encenação para turistas. Muita semelhança com a história da Esmeralda. Será?
Foto by: Isadora Pamplona
Do alto da catedral, uma bela vista panorâmica. Aliás, minha filha inventou um tour temático (Paris vista do alto) e subimos (óbvio) na Torre Eiffel, no Arco do Triunfo, Galerias Lafayette, La Defense, Sacre Coeur e Tour Montparnasse.
Ah, tem ainda o endereço predileto das turistas, as Galerias Lafayette, cultuado templo de compras que tem a cara de Paris. É uma loja de departamentos na medida para quem não dispõe de muito tempo para as compras, pois oferece tudo num só quarteirão nas vizinhanças do teatro Opera Garnier. Do último andar do prédio principal (cúpula), tem-se uma ótima vista de Paris (vê-se do alto o teatro Opera e, ao lado oposto, Montmartre e a igreja de Sacre-Coeur).
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O Marco Zero fica bem em frente à catedral, cenário de O Corcunda de Notre Dame. Quando estávamos por ali, há alguns anos, vimos um policial, a cavalo, perseguir e prender uma cigana arrastando-a, numa situação um tanto constrangedora para o público aglomerado em volta. Supostamente ela teria roubado algo. Achamos esquisito mas, só bem mais tarde ocorreu que talvez tudo fosse uma encenação para turistas. Muita semelhança com a história da Esmeralda. Será?
Foto by: Isadora Pamplona
Do alto da catedral, uma bela vista panorâmica. Aliás, minha filha inventou um tour temático (Paris vista do alto) e subimos (óbvio) na Torre Eiffel, no Arco do Triunfo, Galerias Lafayette, La Defense, Sacre Coeur e Tour Montparnasse.
Ah, tem ainda o endereço predileto das turistas, as Galerias Lafayette, cultuado templo de compras que tem a cara de Paris. É uma loja de departamentos na medida para quem não dispõe de muito tempo para as compras, pois oferece tudo num só quarteirão nas vizinhanças do teatro Opera Garnier. Do último andar do prédio principal (cúpula), tem-se uma ótima vista de Paris (vê-se do alto o teatro Opera e, ao lado oposto, Montmartre e a igreja de Sacre-Coeur).
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Dicas/experiências:
Turismo:
Informações, site oficial:
Passeios a pé, free, com guias locais. Saídas diárias (chova ou faça sol):
Passeios de barco pelo Sena: aqui
Compras:
Mercado de pulgas: aqui
Gastronomia:
Le Procope
- aqui