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Los San Fermines - Pamplona - El encierro - Parte 2

2o. Dia das festas - Corridas de Touros                                          fotos by: Ira

          As corridas de touros (Encierro) são talvez o aspecto internacionalmente mais conhecido do Festival de San Fermín, em Pamplona. Pamploneses e turistas mostram disposição para correr por alguns minutos na frente dos touros que saem em disparada pelas ruas estreitas.  
          Os animais passam a noite num curral na parte mais antiga da cidade. Quando soltos, na manhã seguinte, eles entram numa espécie de brete que conduz até a arena. O percurso tem pouco menos de 1 kilômetro e os corredores podem safar-se, em caso de perigo, rolando por baixo ou pulando as cercas protetoras.

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      Ao final do percurso, os touros entram na arena junto com os corredores
          
          Assim que entram, os animais são conduzidos para os currais. A intervalos regulares, entra de novo um touro de cada vez, para que os participantes possam exibir sua coragem e destreza. Eles provocam, ficam parados em frente, saltam por cima em cambalhotas, ou agarram-se aos chifres. Cada lance mais ousado recebe os aplausos entusiasmados e gritos de incentivo do público. 
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          A tradição reproduz a lida dos antigos pastores, que traziam seus animais dos pastos e costumavam deixá-los em local próximo da cidade. Durante a noite, os animais eram tangidos pelas ruas com a ajuda dos moradores, que estimulavam essa corrida com gritos e varas.  Aos poucos, passaram a correr na frente dos touros, como forma de divertimento mesclado ao trabalho, levando à forma atual dos festejos que distinguem San Fermín de quaisquer outros similares.

          A cada ano aumenta o número dos corajosos dispostos a participar da brincadeira. De tal forma que, tão logo é aberto o recinto onde ficam os touros, tanta gente se precipita na frente que, alguns animais correm ladeados por uma torrente humana e, há momentos em que chegam a ficar bloqueados. 
         
          Antes predominantemente formado por jovens rapazes, a turma dos corredores hoje inclui gente nem assim tão jovem e também mulheres. A única exigência é que estejam em forma, usem roupas e calçados apropriados e sigma as orientações dos organizadores.

          A curva da Estafeta é considerada um ponto perigoso, pois a rua é muito estreita, escorregadia e longa. Alguns bois se desgarram do grupo. Todo o trajeto é delimitado por cercas e tapumes, por baixo dos quais as pessoas podem rolar e se proteger em caso de perigo. As autoridades abrem e fecham essas linhas controlando o acesso dos participantes. 

          É preciso acordar cedo, pois o Encierro começa pontualmente às 8:00. Por volta das 7:00, quando chegamos, a arena já estava quase lotada.





          Depois, segue-se o desfile dos Gigantes pela Calle Mayor, embalados por música, ao ritmo de tambores e flautas. A seguir, a rua principal é percorrida por uma procissão com a imagem de São Fermín. Dela participam representantes da cidade, vestidos a caráter e em trajes de época, religiosos e autoridades locais. A população acompanha enchendo as ruas e os balcões dos prédios de alegria ruidosa e colorida.


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Dicas:
Para acompanhar a programação completa de 2017, clique no site oficial, aqui:
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Festival de San Fermín (Los San Fermines) - Parte 1

Pamplona explode em festa                                                                fotos by: Ira




          Os festejos começam com um estouro – literalmente – ao meio-dia do dia 6 de julho. Na manhã seguinte, os touros começam a ser soltos diariamente nas ruas estreitas por onde os corredores se posicionam e aguardam para correr na frente quando os animais se aproximam. Em seguida, eles enfrentam os touros também na arena. O público divide-se em grupos nos balcões dos prédios ou caminha devagar pelas ruas apinhadas. A mistura de calor, bebida, música, alegria e milhares de turistas produz uma grande festa que só acaba na semana seguinte, à meia-noite do dia 14.       
Estátua de Hemingway
 no lado externo da Arena de Touros de Pamplona

          Esta atmosfera foi captada pelo escritor Ernest Hemingway na sua obra “O Sol também se levanta” (1926), fato que foi decisivo para o sucesso mundial do festival de Pamplona, no norte da Espanha. Los San Fermines têm origens religiosas, cujos sinais ainda persistem na procissão do dia 7, mesclada com o culto ao touro e sua simbologia, além de Baco, o deus grego do vinho.

Primeiro Dia - El Chupinazo

          O quadrilátero em frente à Prefeitura (Ayuntamiento) começa a receber os primeiros espectadores bem cedo pela manhã. Mas, é ao meio-dia em ponto, no dia 6, que o público exibe seus lenços vermelhos com as mãos para o alto, como se pedisse uma bênção especial. À convocação “Pamploneses e Pamplonesas, Viva San Fermín!” (em espanhol e em basco), a multidão responde “Viva!”. É então que os representantes municipais lançam o foguete (chupinazo) em direção aos céus e a festa começa oficialmente.




         


          Os lenços são então amarrados ao pescoço e o brado espalha-se pelas ruas, amplia-se e reverbera até nas montanhas que circundam a cidade. As cores oficiais da festa são branco e vermelho. Praticamente não se vê outras, exceto a cor rosa, indicando que a pessoa levou um banho de vinho para ajudar a amenizar o calor.

           









A programação para o período inclui diversas atrações, além das corridas, tais como shows, desfile de bonecos gigantes, apresentações de bandas de música e concurso internacional de fogos de artifício, espetáculo que pode ser visto em todas as noites do festival.


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Dicas:
Para conferir a programação de 2017, consulte o Site official aqui
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Festas de Haloween - Great Jack-o'-lantern

A suprema arte da escultura em abóboras                              fotos by: Ira    


          
          Minha segunda chance na Região de New England, Estados Unidos, proporcionou-me a oportunidade de conhecer mais de perto as festividades do Haloween. 

          Decoração especial na frente das casas e no comércio em geral, crianças vestidas de fantasias relacionadas aos mortos, travessuras & doçuras. 
          
          E muitas abóboras por todos os lados. 






































          


O auge parece ser o Great Jack-o'-Lantern Blaze, o grande festival de “Jack da lanterna”, em Cortlandt Manor, Nova York, que se encerra nesta semana, após o Thanksgiving.
          


          Lendas e histórias do folclore popular dizem bastante sobre a alma do povo que as cultiva. 

          As “Lendas do Sul”, de João Simões Lopes Neto (link aqui) me mostraram o imaginário gauchesco.

  O mesmo em Florianópolis, com as extraordinárias façanhas bruxólicas diligentemente coletadas pelo bruxo-mor, Franklin Cascaes (link aqui), além de tantos contos de outras regiões, de origem indígena, africana e dos imigrantes europeus, que ajudaram a moldar a nossa imaginação coletiva.
         
          O Great Jack-o'- Lantern Blaze é um espetáculo de outono que reúne num só local milhares de abóboras iluminadas. 

          A tradição foi trazida pelos imigrantes irlandeses, que encontraram na abóbora um substituto para as esculturas que faziam em grandes nabos, batatas e até beterrabas.
         

          É um imenso trabalho artesanal elaborado por vários artistas. Os arranjos temáticos envolvem várias categorias, entre músicos, iluminadores e o pessoal que trabalha com efeitos especiais sincronizados. O Blaze começou em 2005 e se torna maior a cada ano.


          O portal de entrada conduz o visitante diretamente a um “planetário” de abóboras iluminadas, ao lado da Abóbora Zee Bridge. A Pumpkin Promenade é um passeio para observar  caveiras,  fantasmas, homens-sem-cabeça, esqueletos de dinossauros, aranhas gigantes, enfim, uma parada do outro mundo.
          Um trem para o circo, tumbas, palhaços, gatos arrepiados, mortos-vivos e até flores-cadáveres. É o apogeu da arte de esculpir em abóboras, iluminadas por dentro com uma vela acesa ou, para os mais modernos, lâmpadas elétricas. O termo jack-o’-lantern tem origem na descrição do fenômeno conhecido no Brasil como fogo-fátuo, de onde provém a nossa famosa Cobra-Norato.
 
Serpente emergindo ao lado do rio Croton
     A terra treme quando a gente se aproxima do Jurassic Park e seu rebanho de dinossauros-esqueletos.

          Mas, tem muito mais tesouros em abóboras iluminadas para se ver.
         
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Site oficial: (aqui)
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