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Viajar com mais de 60


Uma experiência revitalizante – Como começar?
A caminho dos fiordes na Noruega
Amsterdam
 
   
Iniciei estes relatos há cinco anos, depois de fazer minha primeira viagem sozinha, presente que me dei pelo meu 60o. aniversário. Durante quatro meses minha mala e eu rodamos por alguns países e muitas cidades. 

Isso causou um impacto tão forte na minha vidinha de aposentada, fez parecer que eu tinha nascido outra vez. Minha nova identidade passou a ser: sexo, feminino. Idade, 60. 

Daí, vem o nome do blog: Feminino, 60.

          
Cinque Terre (Itália)
Ilha da Páscoa (Chile)

Escrever sobre os lugares em que estive é um jeito de preservar lembranças, fatos e imagens. 
Ao mesmo tempo, compartilho esse tesouro com quem gosta de viajar. Quem sabe até dou o empurrãozinho que falta para animar alguém a realizar o sonho de sair por esse mundo com destino ou sem destino.

Ouro Preto (MG)
         

Pena que somente há poucos dias, depois de recuperar a senha do endereço do blog, pude ler as mensagens que estavam travadas no box de entrada durante anos. Agradeço tantas palavras gentis e generosas, agradeço a participação de seguidores e visitantes da página que enviaram perguntas e sugestões de abordagens. São várias. 
Para facilitar, vou responder as principais dúvidas em tópicos, a partir dos assuntos mais solicitados.

Como começar?

          Pergunta-chave que aparece na maioria das mensagens que, resumidamente, trazem questionamentos do gênero: sou aposentado/a (ou estarei me aposentando daqui a alguns meses). Quero viajar sozinho/a mas ... (aqui, entram mil motivos, tais como tenho medo, sou inseguro/a, não tenho muito dinheiro, não sei falar outra língua, acho que estou muito velho/a, etc...), não sei por onde começar.
Berlim (Alemanha)
Depois daquela minha primeira viagem-solo, não consigo mais parar. Descobri que estou fazendo o que gosto, o que sempre quis fazer, embora achasse quase impossível. 

Descobri também que a distância entre o sonho mais acalentado e a realização dele é bem menor do que geralmente imaginamos.
         
Edimburgo (Escócia)
Teerã (Irã/Pérsia)
         
Decidi tratar o meu sonho como coisa possível e, passo a passo, fui descobrindo o caminho para chegar lá. Comecei a planejar o que fazer, como fazer, para onde ir, por quanto tempo. E fui achando solução para cada dificuldade à medida em que elas surgiam. Como, aliás, é sensato fazer na vida cotidiana.
Ilha de Ischia (Itália)
Entre a Sardegna e a Sicília (Itália)
Em termos de orçamento, as parcelas mais pesadas ficaram com as passagens aéreas e com o alojamento, que deve ser reservado pelo menos para os primeiros dias. 

Passei horas na internet pesquisando e esperando por promoções. Parcelamento é bom nessas horas. Hostels, hotéis duas estrelas, sofá dos amigos e sites como o Airb&b garantem preços mais em conta.
 
Trenton (Estados Unidos)
        
          

Reuni todo o dinheiro de que dispunha, coloquei na contabilidade como receita o valor mensal da aposentadoria que eu estaria recebendo durante os quatro meses da viagem. Transformei tudo o que pude em cash para comprar moeda, coloquei uma parte em Cartão de Viagem. Vendi minha garagem, pois não tenho carro. Deixei algum na Poupança, para a volta e  para as despesas fixas (condomínio, luz, gás). Cancelei plano de celular, internet e TV a cabo.

          

Isfahan (Irã/Pérsia)

O Cartão de Crédito me deu tranquilidade para os gastos maiores durante os quatro meses da viagem, tais como passagens de trem, ingressos para museus e atrações. Não me preocupei com possíveis oscilações na cotação da moeda nem com o IOF, coloquei tudo no saco das despesas gerais.
          
St. Petersburgo (Rússia)

Administrar a parte financeira passou a ser a minha tarefa diária. 

Não compro nada supérfluo, até porque não caberia na mala, penso duas vezes antes de comprar qualquer coisa, mesmo quando não estou viajando. 

Cada tostão economizado é mentalmente transformado em dólares e euros para a próxima aventura.
Santorini (Grécia)

Nova York 





Aos poucos, fui aprendendo a enxugar cada vez mais o orçamento. Hoje, consigo viajar por bem menos trocando horas de trabalho por casa e comida. Há vários sites na internet com informações para o que chamam de “intercâmbio” ou “viagem colaborativa”. Vou postar textos específicos sobre o assunto daqui a alguns dias.
Gênova (Itália)
Parati (RJ)

Para mim, a parte financeira é a que requer mais disciplina, tempo na internet dedicado às pesquisas e atenção constante para não ultrapassar os limites definidos de acordo com a minha capacidade.

          Incluí nas despesas o seguro de viagem, um check up geral incluindo visita ao dentista, a medicação de uso contínuo para todo o período, pagamento de eventuais taxas com visto ou outros gastos menores.
Salvador (Bahia)
Bonito (MT)
          


Uma vez isso resolvido, o restante do planejamento é quase só alegrias: traçar um roteiro, escolher quais os lugares que quer conhecer, arrumar as malas, partir.

          



É, eu sei, para alguns a parte financeira não é tudo. Então, para falar sobre medos diversos, tais como não curtir viajar desacompanhado, não saber falar outras línguas, e muito mais, prometo contar minhas experiências nos próximos textos.

Fontana di Trevi - Roma (Itália)
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10 comentários:

  1. IRA...guarde a senha do blog num cofre. .ou melhor. .distribua entre pessoas da tua mais alta confiança. .

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    1. Obrigada pelo conselho, Izabel. Sou meio atrapalhada, mas guardo minhas senhas muito bem. Acontece que a Apple, com seus ID para iPhone, iCloud, iTunes e quetais, não colabora. Quando faço update, vira uma mixórdia, como o tal iOS 10. Perdi o acesso a este endereço, só recuperado nesta semana quando meu amigo aqui nos Estados Unidos ligou para a Apple, virou mundos e fundos e conseguiu.

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    2. Parabéns Iracema, e obrigado por compartilhar tuas experiências!

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    3. Obrigada pelo incentivo, Marco.

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  2. Obrigada, Tina. Saindo os primeiros textos do livro. Hehehehehe.

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  3. Maravilhoso, Ira! Que bom que voltaste a escrever sobre tuas viagens! Adoro! Beijinhos!

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