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Tomar, cidade-sede dos Templários em Portugal

Se calhar, vá conhecer!                                                                  Fotos by: Ira

          A cruz de pontas largas – símbolo e adorno das velas das caravelas portuguesas – pode ser ainda admirada em vários pontos da cidade de Tomar, a antiga sede dos Templários. Disposta a conhecer o máximo que pudesse de Portugal, anotei a sugestão de um conhecido: “vá visitar Tomar, vale a pena”! Tive a sorte de conhecê-la na companhia de uma amiga, que atravessou o oceano para estar comigo na terrinha. Juntas, percorremos o lugar que remete a lendas, ao esoterismo, à cultura e à História.
                A Ordem dos Cavaleiros Templários, formada por monges guerreiros, surgiu na Idade Média, após a Primeira Cruzada, com o objetivo de proteger os peregrinos cristãos que se dirigiam a Jerusalém. Sua fama, privilégios e riquezas atraíram inimigos, culminando na dissolução da organização, autorizada pelo papa Clemente V, em 1312.
          Neste ponto começam as lendas, pois grande parte da infraestrutura e das riquezas desapareceram subitamente, dando margem a especulações que perduram até os dias atuais. A Ordem, estabelecida também em Portugal, escolheu fazer de Tomar a sua cidade-sede a partir de 1160. Após a sua dissolução, o Rei D. Diniz evitou entregar os bens dos templários à Igreja. Conseguiu criar uma nova organização, chamada Ordem de Cristo que, por sua vez, também instalou sua sede em Tomar.
Uma visita a Tomar – portanto - precisa incluir essas duas principais atrações turísticas: o Convento dos Cavaleiros de Cristo e o Castelo dos Templários, construídos, no Século XII,  sobre um lugar de culto da época dos romanos e inspirado nas fortificações da chamada Terra Santa.


Bom avisar, para chegar ao local é preciso enfrentar uma subida de uns 15 minutos até o alto da colina. O ponto de partida pode ser a Mata dos Sete Montes, que contorna o castelo, com paisagem singular e totalmente cercada. 








Em frente à pracinha, monumento em homenagem ao célebre Infante D. Henrique, incentivador dos Descobrimentos e um dos governadores mais importantes da Ordem de Cristo.








O Convento forma um conjunto arquitetônico com resquícios da arte românica (dos templários), passando pelo Gótico e Manuelino (época das descobertas), a par de sucessivas reformas que acrescentaram detalhes do Renascentismo, do Maneirismo e do Barroco.









A Charola era o oratório dos Templários, de estrutura cilíndrica de influência oriental, trazida pelos cavaleiros das Cruzadas. A decoração testemunha a riqueza da Ordem.









Na fachada Sul, a Janela Manuelina (detalhe).










A melhor época para visitar a cidade é entre os meses de junho e julho quando, a cada quatro anos, se realiza a Festa dos Tabuleiros, um ritual de origem pagã, na qual as mulheres desfilam com tabuleiros carregados de pão e flores sobre a cabeça. Os festejos duram vários dias e incluem a recriação do cerco ao Castelo Templário em 1190, com espetáculos de fogos, danças, músicas, lutas medievais e desfiles de cavaleiros. Tudo temperado com o sabor do Festival da Cozinha Medieval.

          Outra das atrações de Tomar fica em pleno Centro Histórico, no antigo bairro da judiaria: trata-se da Primeira Sinagoga de Portugal, mandada erigir pelo Infante D. Henrique entre 1430 e 1460, sendo que a comunidade judaica ajudou a financiar o projeto dos Descobrimentos. A fachada do templo é discreta, mas seu interior é valioso e funciona como um pequeno museu.










          Uma das pontes sobre o rio Nabão, que corta a cidade.














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Mais informações:
Turismo  site oficial

Évora

Coração do Alentejo                                                                      fotos by: Ira

          



          As ruínas de um templo romano (conhecido como Templo de Diana) em perfeita simbiose com a paisagem urbana atual é um dos símbolos de Évora e bem definem a instigante capital do Alentejo. 





          Com um centro histórico bem preservado dentro das antigas muralhas, cada vez mais esta cidade vem se inserindo na rota turística que atrai visitantes portugueses e estrangeiros para a região.
          



          Outro de seus monumentos famosos é o Aqueduto da Prata, com mais de 18 km de extensão. 












          Uma característica peculiar pode ser admirada no trecho da canalização que adentra o centro histórico da cidade: ali, o casario foi se incrustando na construção, adaptando-se perfeitamente às arcadas de granito do Século XVI, estas provavelmente assentadas sobre o antigo aqueduto romano.
          


          A Basílica da Sé, situada na parte mais elevada da cidade, é a maior catedral medieval de Portugal. Tem a estrutura de uma fortaleza e, do terraço, é possível ter uma vista fascinante da cidade e seus arredores. O claustro testemunha o estilo gótico da construção.
          






          Évora é considerada cidade-museu, por seus elementos históricos, culturais e arquitetônicos. Guarda traços que remetem à pré-história, passando pelas dominações romana e mourisca. Foi escolhida como local de residência por muitos reis portugueses, devendo-se ao patrocínio da monarquia a construção de algumas de suas atrações importantes, além da preservação de antigos monumentos então existentes.
        
          O centro de Évora é a Praça do Giraldo, construída entre 1571 e 1573. Seu nome é uma homenagem ao alcaide que reconquistou a cidade dos Mouros no Século XII.  Uma amostra do comércio local se desenvolve no entorno da praça, sobre o chão de pedra portuguesa, grande parte sob a sombra das arcadas laterais.
  
       
          A partir da praça, ruas estreitas se multiplicam em várias direções como num jogo de espelhos, refletindo as mesmas curvas e a mesma arquitetura de casas brancas, pontuadas por varandas, vasos floridos e azulejos.
          Entre os motivos que levam cada vez mais visitantes à cidade que o escritor José Saramago classificou como “um estado de espírito”, estão os vestígios pré-históricos (monumentos megalíticos),  o Balonismo (o Alentejo é um dos poucos lugares da Europa onde é possível voar de balão durante o ano inteiro) e os percursos ecológico-ambientais, a serem desfrutados a pé ou de bicicleta.
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