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Amish Country, Lancaster, Filadélfia

Experiência de uma pequena viagem no tempo
                                                                                                              foto by: Amishbuggyrides
Confesso, sem vergonha de ser feliz, que gosto de ir a lugares inspirados pelo cinema. O filme A Testemunha, de 1985, dirigido por Peter Weir, com Harrison Ford e Kelly McGillis, mostrou-me pela primeira vez a cultura Amish, comunidade religiosa que preserva seus costumes extremamente conservadores. O filme terminou por me atrair, anos depois, até à Pensilvânia, onde vive uma das maiores comunidades Amish dos Estados Unidos.
                                                                                                                        foto by: Ira
                                    foto by: Amishbuggyrides
A região chamada de Amish Country, em Lancaster, é uma imensa paisagem rural pontuada por celeiros, plantações, casas cercadas por jardins bem cuidados, roupas estendidas no varal. 
Pela estrada, é possível ver um trânsito intenso de carroças típicas (buggies), puxadas a cavalo. Ao longo da rodovia, é possível ainda ver crianças de pés descalços brincando em frente as casas, no jardim, ou trabalhando na roça, no milharal.

foto by: femonite 


Os homens vestem-se de preto, ou com camisas de cores sóbrias, usam suspensórios e chapéu de palha ou feltro preto. As mulheres usam vestidos longos, sempre em cores sóbrias, com aventais sobrepostos e uma touca de renda na cabeça. Os homens passam a usar barba depois que se casam, mas nunca usam bigodes.
    
                                                                 foto by: religareblog


















Os Amish não usam tratores, apenas arados

Foto by: Ira

Eles procuram manter – em pleno século XXI - o mesmo estilo de vida do século XVIII, restringem o uso da tecnologia, evitam ao máximo os benefícios da eletricidade, da telefonia e dos automóveis.  
Não usam carros porque a religião considera que isso poderia criar grandes diferenças sociais entre eles. 
Não usam tratores, apenas arados. Confeccionam as próprias roupas e cada um possui apenas três ou quatro peças.

O telefone pode ser utilizado em emergências, mas a cabine deve ficar a pelo menos 50 metros da casa, de forma a não interferir nas atividades cotidianas da família. Eles têm alguns eletrodomésticos (geladeiras, liquidificadores, máquinas de lavar), movidos mecanicamente ou à força d’água. Eles não gostam de ser fotografados, por isso o turista é orientado a ser discreto e tentar fotos apenas à distância ou quando estão de costas. Por respeito, nas poucas vezes em que tive a oportunidade, evitei ser indelicada e fotografá-los de surpresa.
                                                                                                                                                 foto by: Ira
Sala de aula para crianças Hamish


Cada comunidade mantém uma escola para as crianças, pois, segundo a tradição elas não podem frequentar escolas regulares. Mas, os alunos aprendem apenas o básico de inglês e alemão (são descendentes de imigrantes alemães), religião e matemática, só o necessário para a vida prática. Nenhum deles completa os estudos ou vai para a universidade.




A partir dos 16 anos, quando chega o momento de serem batizados, os jovens podem optar por seguir os costumes e continuar na comunidade ou sair dela definitivamente, se quiserem entrar para a universidade, por exemplo. Mas, a partir de então, passam a ser considerados estrangeiros. Segundo eles, são bastante raros os casos em que um jovem opta por deixar a comunidade.
                                                                           foto by: Ira
Interior de uma típica residência Hamish
As comunidades hamish convivem em perfeita harmonia com os demais moradores locais e recebem bem os turistas. 
Existe até uma programação especial, que inclui uma breve peça de teatro, visitas a uma escola e ao interior de uma casa, além de almoço com cardápio típico preparado em fogão a lenha com produtos cultivados nas próprias fazendas. 
Uma lojinha oferece peças de artesanato, como colchas em Patchwork e objetos de decoração. Há também brinquedos simples, de madeira, além de pães caseiros, geléias, compotas e conservas. É possível fazer um tour de van por outras fazendas das redondezas.
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Como chegar – o turismo nos Estados Unidos é bastante voltado para quem viaja de carro. Aproveitei um passeio que fiz à Filadélfia, comprei bilhete de trem na estação da Amtrak até Lancaster (cerca de 2h) e, de lá, peguei um táxi (cerca de 30 minutos) até uma das diversas fazendas Hamish entre as cidades de Bird in the Hand, Intercourse (que nome! Combina com o anterior), e Paradise (bem sugestivo, na sequência).
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Turismo - 
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4 comentários:

  1. Adorei conhecer a cultura Hamish!Parabéns!

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  2. Obrigada por visitar o site. Eu também gostei de ter estado lá e de poder contar um pouco sobre isso. Abraço.

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  3. Nossa que incrível, adorei saber desses detalhes culturais, amei! Bjs

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  4. Oi, Sol, obrigada pela visita ao Blog (ficou mais iluminado)! Gosto de viajar e contar histórias.

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